Como entender o descaso, abandono, desrespeito pela arte, pelo conhecimento e pela cultura?

O nosso Centro Cultural, lugar que outrora servia como espaço de difusão de conhecimento, arte, cultura, literatura e tantas outras atividades hoje se encontra em uma UTI e sem boas previsões para recuperação.
Me perguntava outro dia como reverter esse quadro e chego a conclusão que é necessário nascer uma nova geração que perceba o valor incalculável que este espaço tem para formação intelectual da comunidade.
Vejo na nossa geração, uma juventude que só tem uma cobrança para o poder público: boas atrações na festa de Santo Antônio.
Por que a bandeira municipal de Campo Formoso não consegue cobrir a cultura, a arte o turismo, o esporte…?
Se continuarmos a menosprezar as nossas riquezas continuaremos a ter como ídolos jogadores de futebol que mal entraram em uma escola, cantaremos o refrão: “meus heróis morreram de overdose” e talvez um dia quando olharmos para trás, porque sempre olhamos para trás, perceberemos que enterramos em uma cova bem funda o nosso maior tesouro.
O sentimento que tenho hoje se manifesta em uma frase escrita pelo poeta baiano Castro Alves e espero que isso ecoe e grite nos ouvidos dos campoformosenses.
“quem é esse povo que a sua bandeira empresta para cobrir tanto horror e covardia?”
A resposta talvez teríamos que buscar em um outro lugar onde o amor pelo seu rincão prevalece e não aqui onde uma política genocida criou uma nação apática, vazia e que não é capaz de gritar pelo que é seu de direito.
Aonde está o espírito tapuia que formou a nação campoformosense? Parece estar adormecido junto com o grande Gigante Centro Cultural.
Vamos todos gritar, tocar os tambores de guerra para acordar o espírito adormecido dos tapuias e no futuro possamos tocar triunfantes as trombetas da vitória quando a primeira peça for apresentada, o primeiro livro for lido e o primeiro evento acontecer no nosso Gigante Centro Cultural.
Esse texto foi enviado pelo internauta Rangel Carvalho, da ONG Caactus, em contribuição voluntária para o CF Notícias.
Fotos Rangel Carvalho
Comentarios
E um amigo respondeu só se for cultura (cultivo) de bosta. Que era realmente o que mais tinha ao lado dos muros.
E pelo visto agora cultura de pilhas de lixo, estantes e fungos.
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