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A notícia não é nenhuma novidade. Nos últimos anos a empresa vem mostrando um prejuízo atrás do outro e na semana passada a imprensa americana já tinha noticiado que isto iria acontecer, mas mesmo assim é uma penúria para tudo aquele que gostava de abastecer sua câmera com filmes Kodak nos anos dourados. A situação é antiga. Embora seja uma pioneira em desenvolvimento de tecnologia (marca registrada desde o seu nascimento), inclusive das primeiras câmeras digitais, a Kodak não apostou na idéia. Como as primeiras imagens digitais eram muito ruins ninguém da empresa achou que os fotógrafos abandonariam o velho filme fotográfico para investir em algo duvidoso. Neste ponto ela perdeu o bonde da história para companhias como a Sony que investiu pesadamente na nova tecnologia.
No último mês a Eastman Kodak Company apresentou perante um tribunal de Nova Iorque o pedido de concordata com o objetivo de reorganizar os seus negócios. Infelizmente, a empresa não conseguiu levantar o montante necessário para iniciar sua recuperação de longo prazo e a única saída foi o pedido de concordata. Segundo a Lei Americana, a empresa pode pedir a concordata para se proteger dos credores enquanto traça um plano de recuperação. Porém, a coisa não é livre de fiscalização. Tudo é coordenado por um juiz que tem acesso ao livro caixa e à real situação financeira da empresa. Junto aos credores esse plano é traçado e colocado em prática. O comunicado oficial emitido pela Kodak afirma que “A recuperação econômica da empresa visa impulsionar a liquidez nos EUA e no exterior, obter capital não estratégico proveniente de propriedade intelectual, equacionar os passivos herdados e permitir que a empresa se concentre em suas linhas de negócios mais valiosos“. Se vai dar certo só o tempo dirá.
Depois que encarou o futuro digital a Kodak decidiu atirar para todos os lados. Câmeras, serviços de impressão e de hospedagem de imagens, além de impressoras domésticas, foram os alvos. Infelizmente eles nunca conseguiram produzir uma câmera digital digna de nota, embora sejam os fabricantes dos sensores de câmeras da Leica. Agora o ponto principal é tentar eliminar as gorduras e ficar apenas com o que é lucrativo. George Eastman foi o responsável pela primeira grande revolução da fotografia quando fundou a Kodak há 131 anos. Foi ele quem popularizou a fotografia ao criar a possibilidade dela ser feita nos lares, na rua ou em qualquer lugar por pessoas comuns, pois até então você precisava contratar um fotógrafo ou aprender a lidar com químicos e toneladas de equipamentos. Aposto que ele nunca imaginou que sua empresa fosse acabar por não ter tido visão inovadora.

Silva, A.
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Há algum tempo surgiu uma grande oportunidade de adquirir um battery grip para minha Nikon D300. Não deu muito certo, pois era usada e resolvi aguardar por compra uma nova em folha. Mas, minha vontade de possuir o grip não foi por conta de poder utilizar duas baterias, e sim pelo conforto da câmera ficar maior e pelo botão disparador lateral. Eu não faço muito book fotográfico, mas a maior parte das fotos são em formato retrato. Então, por que não investir um pouco em conforto?
Por isso que acho bacana a idéia da Pentax de trazer o disparador lateral para uma câmera compacta. Tudo bem que as compactas não são tão desconfortáveis quanto uma reflex para fotografar na posição vertical, mas qualquer tipo de evolução é bem vinda. A Optio VS20 não nos mostra nenhuma grande revolução tecnológica. A câmera possui 16 megapixels de resolução máxima, 20x de zoom ótico (equivalente a uma 28-560mm), visor LCD de 3 polegadas e estabilizador de imagem agregado ao sensor.

Creio que a grande novidade aqui é a existência do disparador lateral para o acionamento do obturador. Junto a ele encontramos também um botão para zoom e um encaixe extra para tripé. Pode não mudar sua vida, mas se torna uma atração a mais para o equipamento. O lado bom é que o preço não é exorbitante. A nova Pentax Optio VS20 vai estar a venda em fevereiro pelo valor de US$ 249,95 ou R$ 434,95.
Silva, A.
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Fotografando a Lua
Um os objetos celestes mais fotografados por quem começa a gostar e levar fotografia a sério é a Lua. Isso se justifica pelo fato de ser o corpo celeste mais fácil de ser fotografado. Qualquer outro vai exigir muitos equipamentos óticos específicos e mais caros. Mesmo sendo o mais fácil de ser fotografado, muitos iniciantes não conseguem uma boa foto por conta e erros básicos na regulagem do equipamento. Veja abaixo como é fácil conseguir fotos aceitáveis da Lua.
Em primeiro lugar, não é qualquer câmera que consegue fotografar a Lua de forma satisfatória. É necessário que seu equipamento possua regulagens manuais de diafragma, obturador e sensibilidade ISO. Também é recomendável, mas não obrigatório, que a lente possua uma grande distância focal. Às vezes, olhamos a Lua e ela nos parece tão grande e na hora da foto ela aparece pequenininha na imagem. Isso se deve a diferença do ângulo de visão entre a câmera e nossos olhos, e a um pequeno efeito de ilusão de ótica causado pela aparente proximidade da lua com outros objetos na terra. Independente disso, quase sempre temos que fazer um corte na foto para realçar a imagem da Lua. Se a câmera tem mais de 6 megapixels de resolução máxima, o corte causa pouca perda de definição na foto. Fora a câmera, outro acessório importantíssimo é o tripé.
No dia escolhido para fotografar, vá até um local escuro onde a luz da cidade não interfira em sua foto. A zona rural é a escolha mais certa. Se não for possível esse deslocamento, escolha um ponto alto na cidade. A Lua é mais bonita e mais fácil de fotografar no início da noite. Então se programe para estar no local na hora em que a Lua nascer. A regulagem da câmera é muito importante. A maioria dos iniciantes acha que a Lua deve ser fotografada com uma longa exposição, afinal de contas está de noite. Mas, ela é iluminada por uma forte luz que vem do Sol. Por esse motivo, devemos ignorar a leitura do fotômetro e colocar a velocidade do obturador em 1/125. O diafragma também deve ficar fechado, para ganharmos nitidez na imagem. É possível começar com f/11. O ISO também é definido como o menor possível na câmera. Em meu caso é o ISO 100. Esses números não são absolutos e podem variar dependendo da câmera, mas cabe ao fotógrafo ir testando as melhores configurações para seu equipamento.

Essas regulagens vão contra o senso comum da maioria das pessoas. Mas visam manter a qualidade final da imagem. Só lembrando que qualquer longa exposição noturna usa a mesma lógica para o diafragma e o ISO. As fotos apresentadas foram feitas com a Nikon D300 e com a lente Sigma 50-500mm. Depois de pegar a prática, é possível montar um portfólio com fotos da Lua em diferentes épocas do ano, fases lunares e horários. Um pequeno conselho, ao contrário do que muitos pensam, a Lua Cheia não é a melhor época para fotografar. Ela está muito brilhante e a retenção de detalhes é muito pequena, como pode ser comprovado.
Silva, A.
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