Vai imprimir fotos, então fique atento nas medidas!
Olá pessoal, hoje deixo para vocês uma dica super importante sobre o corte impressões em minilabs.
É comum me deparar com alguém reclamando que enviou foto para impressão em laboratórios digitais, os conhecidos minilabs, e as fotos sofreram um pequeno corte aqui ou ali no enquadramento original, mas isso tem uma explicação.

As medidas que são conhecidas no Brasil não representam com exatidão as medidas reais de impressão, isso por que os padrões de tamanhos de impressão são americanos e foram concebidos com a medida polegada que equivale a 2,54cm cada polegada, porém na conversão para utilização no Brasil, arrendodou-se a polegada para 2,50cm afim de facilitar sua memorização e o seu uso:
Tamanho das Impressões:
Popular (cm) | Polegadas | Real (cm)
10x15 cm | 4x6 pol | 10,2x15,2 cm
13x18 cm | 5X7 pol | 12,7x17,8 cm
15x21 cm | 6x8 pol | 15,2x21,6 cm
20x25 cm | 8x10 pol | 20,3x25,4 cm
20x30 cm | 8x12 pol | 20,3x30,5 cm
24x30 cm | 10x12 pol | 25,4x30,5 cm
25x38 cm | 10x15 pol | 25,4x38,1 cm
30x45 cm | 12x18 pol | 30,5x45,7 cm
Vale ressaltar ainda que algumas câmeras capturam a imagem no formato/proporção (lados da imagem) de 1:1, outras no formato 3:2, outra no formato 4:3 e assim sucessivamente, então além de estar atento a medida da fotografia é preciso escolher uma que se encaixe nas proporções da sua câmera/captura, ou realizar um corte/crop para adequar a imagem capturada ao tamanho da saída (impressão).
Além das medidas mencionadas, existem diversos tipos de papel para impressão em minilabs, sendo o mais conhecido o tradicional papel brilhante. Veja alguns tipos de papel:
- Papel Brilhante (glossy) - o mais comum e utilizado principalmente por clientes domésticos. Apresenta alto brilho na superfície.
- Papel Fosco (matte) - o mais utilizado pelos clientes (fotógrafos) profissionais. Apresenta uma textura opaca, sem reflexos.
- Papel Metálico - talvez o menos conhecido e utilizado por ser caro a impressão. As cores passam a apresentar um efeito metalizado com brilho, bem interessante.
Agora você já sabe, quando for imprimir suas fotos nada de "cortar um pedacinho", tem que enviar no padrão correto dos minilabs, aproveita também para experimentar outros tipos de papéis e valorizar ainda mais as suas fotos.
Até a próxima!
Silva, A.
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Distância Focal das Objetivas e o famoso "Zoom".
Me deparei com um assunto bem interessante no facebook hoje, a distância focal de uma objetiva... realmente um equipamento monstro uma Nikon 1.200 - 1.700mm, pensando nisso bolei um pequeno texto para melhor entendermos.
Espero poder ajudar muitos "fotógrafos" que tem dúvidas sobre equipamentos, em especial sobre a distância focal das objetivas e o famoso "zoom" das câmeras que não possuem lentes intercambiáveis como as compactas e superzoom, e também dicas para câmeras com lentes intercambiáveis como as SLR, DSL e DSLR.
Sou um amante da fotografia de paisagens e animais... pesquisei muito sobre o "poder das objetivas" e sempre me deparo com pedidos sobre dicas de câmeras compactas com objetivas poderosas para fotos da avi-fauna.

O Formato
Primeito precisamos entender como é feito a mediação do poder de uma objetiva em aproximar ou afastar a imagem, mas não vamos entrar em questões técnicas e sim simplificar o entendimento para que todos os leitores do Sem Fronteiras possa usufruir destas dicas.
A grande maioria das câmeras fotograficas atuais, sejam as digitais ou as que utilizam filme, tem sua área de imagem baseadas nas películas de 35mm. Existem outras películas mas vamos no ater ao formato mais popular que é o chamado de 35mm.
Dentro do formato 35mm, olho humano equivale a uma distância focal de aproximadamente 50mm, sendo assim fica fácil entender quando uma lente vai aproximar ou afastar um assunto qualquer. Essa é uma forma leviana de explicar a relação da distância focal, expressada em "mm" (milpimetros).
MM ou zoom "x"
A grande confusão entre zoom que é expressado em vezes "x" e a distância focal expressada em "mm" é causada por conta dos fabricantes que popularizam o chamado zoom em "x" como se fosse um parâmetro real de avaliação. Na verdade o zoom em "x" é um parâmetro que informa a variação e não o poder real de aproximação de uma objetiva ou câmera, tanto é que nos manuais de praticamente todas as câmeras compactas ou lente fixa vem especificado o quanto equivale aquela objetiva em relação ao formato 35mm.
Exemplos:
zoom de 4x - equivale em 35mm à 35-140mm
zoom de 10x - equivale em 35mm à 28-280mm
zoom de 20x - equivale em 35mm à 25-500mm
Como fica claro no exemplo acima, os 4x de zoom corresponde a variação da lente que é de 4x entre a maior e menor distância focal, ou seja, basta dividir a maior distância focal pela menor e tará o zoom em "x" da sua objetiva.
Todo mundo um dia já ouviu aquele papo de vendedor que diz: "Essa câmera é boa, o zoom amplia até 6x a imagem!"
A utilização do termo zoom é muito comum nas câmeras compactas, superzoons e afins de lente fixa. Já as SLR, DSL e DSLR que possuem lentes intercambiáveis é utilizada a distância focal real como marcação.
Exemplos:
Objetiva 17-50mm = 2,9x de zoom aproximadamente;
Objetiva 70-300mm = 3,6x de zoom aproximadamente;
Objetiva 50-500mm = 10x de zoom aproximadamente;
Objetiva 300mm = 1x de zoom;
Objetiva 600mm = 1x de zoom;
Agora ficou claro! O que vale mesmo é a distância focal expressa em "mm" que está no manual de todas as compactas e câmeras de lente fixa.
Compactas, superzoons para fotos de natureza
Muitos amigos citam que preferem equipamentos leves com objetiva poderosa. Para natureza, em especial aves é fácil de imaginar que quanto maior a distância focal (mm) melhor será o aproveitamento! A lente pode ter zoom variação na distância focal ou ser fixa no caso das SLR, DSL e DSLR.
Para câmeras SLR, DSL e DSLR recomendo que as objetivas tenham no mínimo 300mm porém o idela é de 400mm para cima.
Já para as câmeras compactas ou superzoom, a objetiva é fixa e por isso recomendo alguns modelos que podem ultrapassar facilmente os 500mm.
Exemplos:
- Canon PowerShot SX30IS com 24-840mm (35x);
- Canon PowerShot SX20IS com 28-560mm (20x);
- Nikon Coolpix L120 com 25-525mm (21x);
- Nikon Coolpix P500 com 22,5-810mm (36,8x);
- Panasonic Lumix FZ40 com 25-600mm (24x);
- Panasonic Lumix FZ100 com 25-600mm (24x);
- Sony Cybershot HX1 com 28-560mm (20x);
- Sony Cybershot HX100V com 27-810mm (30x);
Ou então super compactas com zoom poderoso:
- Nikon Coolpix S9100 com 25-450mm (18x);
- Sony CyberShot HX9V com 24-384mm (16x);
- Canon PowerShot SX130IS com 28-336mm (12x);
- Panasonic Lumix TZ8 com 25-300mm (12x);
Existe no mercado dezenas de modelos de câmeras digitais com objetivas com um zoom bem poderoso, faça uma pesquisa no site dos fabricantes Canon, Fuji, Nikon, Panasonic e Sony e escolha a melhor opção para o seu uso ou necessidade.
Com essas dicas ficou bem fácil escolher a marca e o modelo da sua câmera para fotografar fauna, seja com câmeras que trocam as lentes ou mesmo câmeras digitais de lente fixa superzoom.
Abraços e até uma próxima.
Silva, A.
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A notícia não é nenhuma novidade. Nos últimos anos a empresa vem mostrando um prejuízo atrás do outro e na semana passada a imprensa americana já tinha noticiado que isto iria acontecer, mas mesmo assim é uma penúria para tudo aquele que gostava de abastecer sua câmera com filmes Kodak nos anos dourados. A situação é antiga. Embora seja uma pioneira em desenvolvimento de tecnologia (marca registrada desde o seu nascimento), inclusive das primeiras câmeras digitais, a Kodak não apostou na idéia. Como as primeiras imagens digitais eram muito ruins ninguém da empresa achou que os fotógrafos abandonariam o velho filme fotográfico para investir em algo duvidoso. Neste ponto ela perdeu o bonde da história para companhias como a Sony que investiu pesadamente na nova tecnologia.
No último mês a Eastman Kodak Company apresentou perante um tribunal de Nova Iorque o pedido de concordata com o objetivo de reorganizar os seus negócios. Infelizmente, a empresa não conseguiu levantar o montante necessário para iniciar sua recuperação de longo prazo e a única saída foi o pedido de concordata. Segundo a Lei Americana, a empresa pode pedir a concordata para se proteger dos credores enquanto traça um plano de recuperação. Porém, a coisa não é livre de fiscalização. Tudo é coordenado por um juiz que tem acesso ao livro caixa e à real situação financeira da empresa. Junto aos credores esse plano é traçado e colocado em prática. O comunicado oficial emitido pela Kodak afirma que “A recuperação econômica da empresa visa impulsionar a liquidez nos EUA e no exterior, obter capital não estratégico proveniente de propriedade intelectual, equacionar os passivos herdados e permitir que a empresa se concentre em suas linhas de negócios mais valiosos“. Se vai dar certo só o tempo dirá.
Depois que encarou o futuro digital a Kodak decidiu atirar para todos os lados. Câmeras, serviços de impressão e de hospedagem de imagens, além de impressoras domésticas, foram os alvos. Infelizmente eles nunca conseguiram produzir uma câmera digital digna de nota, embora sejam os fabricantes dos sensores de câmeras da Leica. Agora o ponto principal é tentar eliminar as gorduras e ficar apenas com o que é lucrativo. George Eastman foi o responsável pela primeira grande revolução da fotografia quando fundou a Kodak há 131 anos. Foi ele quem popularizou a fotografia ao criar a possibilidade dela ser feita nos lares, na rua ou em qualquer lugar por pessoas comuns, pois até então você precisava contratar um fotógrafo ou aprender a lidar com químicos e toneladas de equipamentos. Aposto que ele nunca imaginou que sua empresa fosse acabar por não ter tido visão inovadora.

Silva, A.
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